Guinjata: turismo e pesca sob risco da erosão costeira
No sul de Inhambane, Guinjata é uma praia conhecida pelas águas do Índico e pelas extensas faixas de areia. Mais do que um destino turístico, é um espaço de vida para as comunidades locais, onde o mar garante o sustento, preserva tradições e marca a identidade da região.
Guinjata não é de acesso fácil. Para chegar, é preciso enfrentar uma estrada de areia profunda que só veículos 4x4 conseguem atravessar. O percurso exige esforço, mas ao fim revela uma comunidade ligada ao mar e à pesca.
À entrada, o ambiente é marcado pela rotina diária: pescadores puxam redes ao amanhecer, crianças acompanham com curiosidade e mulheres trabalham lado a lado com os homens, seja na pesca, na limpeza ou na venda do peixe. “Tem sido muito bom receber turistas aqui. Eles vêm para mergulhar, explorar a natureza e provar nossa gastronomia. Com isso, aumentou o movimento e também os ganhos para todos nós”, diz Manuel Guiamba, agente turístico local.
Apesar da vitalidade, Guinjata enfrenta desafios sérios. A erosão costeira ameaça parte da orla e a ausência de políticas ambientais consistentes deixa as comunidades vulneráveis. “A cada maré alta, vemos a areia desaparecer. Estou desesperado, porque é a nossa praia, nossa casa, e tudo pode se perder se nada for feito”, lamenta Celeste Guivala, moradora.
O destino atrai visitantes interessados em mergulhos com raias gigantes, safáris marinhos e gastronomia local, encontrando hospitalidade genuína e histórias partilhadas pelos moradores. Guinjata reflete a realidade de Moçambique: um território de riqueza natural e cultural, mas também de dificuldades que exigem soluções sustentáveis.
Sem comentários:
Enviar um comentário