segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 Quando a festa acaba, Maputo mostra a sua ressaca!

      

As ruas da cidade de Maputo ainda sentem o Natal. Pela manhã, homens descansam onde a noite os deixou. Alguns estão deitados no chão, outros dormem em cadeiras, no “txova” ou até nas escadas. Cada posição revela o mesmo: corpos a recuperar do excesso da festa. É a ressaca do Natal, registada em plena via pública, sem cortes nem glamour, apenas a realidade que sobra depois das luzes e da música.

O dia começa pesado para estes homens. Alguns tentam recompor-se sentados nas calçadas ou degraus, outros permanecem estendidos, deixando o corpo recuperar antes de voltar à rotina. Cada gesto e cada expressão mostram o cansaço acumulado, o peso da celebração e o impacto de uma noite intensa.

Não se trata apenas de álcool. É também um retrato das festas urbanas, onde a euforia de algumas horas se transforma em exaustão. Maputo, com ruas movimentadas e esquinas abarrotadas, torna-se um espaço de descanso improvisado. É o outro lado do Natal, aquele que muitos preferem não ver: a ressaca física e a pausa forçada que a noite deixou.

Esta reportagem não documenta um momento isolado. Capta uma realidade que se repete todos os anos, nas grandes festas, mostrando as contradições do Natal: alegria e excesso, confraternização e cansaço, intensidade e pausa. É uma forma de ver Maputo diferente, percebendo que a festa deixa marcas visíveis, tanto nas pessoas quanto na cidade.

 

Texto/fotos: Carlos Uqueio










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